Todo grande desastre aéreo é seguido de alguns itens básicos: uma imensa comoção geral e, sem dúvidas, as mais curiosas teses e estatísticas.
Nessas horas, todos se sentem um pouco especialistas em segurança aérea e arriscam os mais variados palpites, na maioria das vezes motivados pelos verdadeiros especialistas, que, sem o menor constrangimento, divulgam na mídia umas teorias bastante bizarras.
Com o recente caso da Air France não poderia ser diferente.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi um dado, transmitido pelo respeitável Joelmir Beting, de que, com base em um estudo americano, “mais pessoas morrem por ano de picadas de abelhas do que de acidentes de avião.” De cara me surgiu o seguinte questionamento: O que se pretende com esse tipo de estudo? E mais, o que se pretende com a divulgação desse tipo de estudo.
É óbvio que é possível listar uma infinidade de causas que matam mais que acidentes aéreos.
Por ano certamente morrem mais pessoas de velhice do que de acidente de avião. Talvez mais pessoas morram por ano engasgadas com balas soft ou intoxicadas pela terrível combinação de manga com leite. Minha mãe mesmo acha que as pessoas podem morrer ao comer maniçoba mal feita.
A questão é que eu não tenho medo de abelha. Morrer de velhice é o sonho da maioria. A maniçoba mal feita só vai dar uma baita diarréia. Sobre as balas soft... é melhor não comentar porque elas são realmente perigosas.
Eu tenho medo é de avião!
A verdade é que, pra quem tem medo da voar, nem mesmo dados objetivos mais sérios servem como alento. Por exemplo: Somente ocorre um acidente aéreo de grandes proporções a cada 100.000 pousos e decolagens. Grande coisa. Alguém vai ter que voar no número 100.000 e pode ser você.
Se apegar aos itens de segurança do avião também não ajuda muito. Você já ouviu falar de alguma pessoa que se salvou de um acidente de avião por causa da poltrona flutuante? E aquela máscara?! Ela serve pra que mesmo?! E não é só: “Se houver uma criança sentada na poltrona ao seu lado, primeiro coloque a sua máscara e, posteriormen... EXXXSSSGRODOWSKYYY!! E TUDO ACABA NUMA IMENSA BOLA DE FOGO!!”
Esqueça tudo isso. O que realmente funciona é prestar atenção em dados intuitivamente relevantes, como por exemplo, o “fator anão”.
Você nunca ouviu falar do “fator anão”? Então vamos lá: Se no seu vôo tiver algum anão, pode ir tranqüilo, afinal não existem registros na história da aviação de nenhum anão que morreu em razão de um acidente aéreo. Nem mesmo em terra, atingido por destroços. O fator anão é inquestionável!
Eu sei que pode parecer bobagem, mas se o Joelmir se vale das abelhas, porque eu não posso acreditar nos anões?!
terça-feira, 9 de junho de 2009
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Cara,
ResponderExcluirtambém tenho medo de avião. Ponto.
Velho, concordo com sua mãe. Maniçoba mal feita pode matar. Sério!
O "fator anão" é bem melhor que as abelhas. Com toda certeza! E... Gosto do "fator car": Se não der para ir de car(ro), eu vou de avião. Ok, essa foi horrível.
Man, muito bom os seus textos, suas percepções. Gostei muito de como você escreve. De modo coloquial, direto, sincero, perspicaz, inteligente e humorado! Excelente!!! Continue!!!
A partir de agora, ao amigo-irmão, acrescente fã.
Abração.
rs, não se acha mais balas soft, portanto morre mais gente de avião que de engasgamento por bala soft aaa e possivelmente pessoas morram intoxicadas por uma maniçoba mal feita jpa q a folha da mandioca é muito venenos ...
ResponderExcluirrisos, genial seu texto adorei a teoria do anão rs