segunda-feira, 8 de junho de 2009

Síndrome de Dani Bananinha - uma análise psicológica de Roberto Justos

De cara quero esclarecer que não sou psicólogo, psiquiatra ou mesmo psicanalista. Na verdade sempre estive mais pra paciente do que pra doutor.
Apenas me considero mais um curioso observador do comportamento humano. Os astrólogos diriam que isso é fruto de um espírito crítico típico dos virginianos. Eu prefiro não analisar a questão com profundidade, afinal, é muito mais cômodo (e divertido) analisar os outros.
Um sujeito que passou a me intrigar muito nos últimos tempos é Roberto Justos. Um cara bem sucedido profissionalmente, rico (talvez milionário fosse melhor empregado), respeitado e que, de uma hora pra outra, resolve estrelar uma versão pobre de um ridículo reality show americano apresentado pelo ridículo Donald Trump – qualquer ser humano que usa um cabelo daqueles só pode ser definido como ridículo, independentemente das dezenas de zeros à direita no seu extrato bancário.
Mas não vamos perder o foco. O objeto da análise hoje é Roberto Justos.
Passei a assistir a alguns episódios do programa me escondendo na confortável desculpa de que só agia assim por influência da minha mulher, mas no fundo esse não era o motivo. O que eu queria mesmo era entender aquele ser.
O que motiva esse homem? Porque ele se traveste de um apresentador já travestido de um caricato presidente de empresa, margeado por dois inexpressivos conselheiros, para simplesmente submeter umas figuras indescritíveis* à humilhação de ouvir em rede nacional aquilo que nenhum trabalhador quer ouvir sequer sozinho na sala do chefe.
Uma pausa: fiquei com remorso pelo “inexpressivos conselheiros”. Foi mal Walter. Me afeiçoei a você de graça.
Vamos voltar ao tema.
Como a maioria dos curiosos fatos da vida, minha angústia chegou ao fim por acaso, ao observar um dos episódios. A equipe vencedora da prova ganhou, como prêmio da tarefa, o direito de desfrutar de “um maravilhoso cruzeiro, num maravilhoso transatlântico com direito a um maravilhoso show musical.” Maravilhoso show musical?? Nessa hora comentei com minha mulher: Só falta ser Roberto Justos cantando! E quem seria?
O show, obviamente, foi horrível. Isso já era de se esperar.
O fato que me fez compreender tudo foi a reação de Roberto Justos na sala de reunião. Ele, claramente angustiado e triste, aproveitou a primeira oportunidade para justificar o fiasco musical, colocando a culpa no equipamento de som.
Rindo sozinho eu refleti: Deus é realmente um cara espirituoso! Botar no mundo um homem. Dotá-lo de inteligência; traçar um longo caminho até que ele se tornasse um empresário bem sucedido e rico, quando na verdade, pra ele ser feliz, bastava ter vindo ao mundo na fôrma da Dani Bananinha e ser a boazuda e famosinha “coleguinha” do Luciano Huck.


* indescritível
adj. 2 gén.
adj. 2 gén.
1. Que não pode ser descrito.

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