terça-feira, 14 de julho de 2009

ÁGUA LIMPA

Caros amigos, gostaria de me desculpar pela demora em escrever algo de inútil especialmente dirigido a vocês, mas, como o próprio nome já diz, esse é um sifão. Isso significa que, as vezes, por motivos dos mais diversos (a morte de Michael; a inexplicável ausência de novos acidentes aéreos; as férias de Roberto Justos...), a água desce limpa, não restando nenhuma sujeira que sirva de alimento para o fungo das idéias.
Noto agora o quanto estou sendo injusto com os fatos. Só a morte de Michael Jackson renderia um livro. Certamente não um livro infantil.
Há alguns dias um outro AIR BUS caiu e uma menina sobreviveu. Vale destacar que, após dez horas no mar ela foi encontrada agarrada a uma poltrona flutuante e ainda respirando com a ajuda da sua máscara de oxigênio. Estudos estão sendo realizados na Universidade de Massachucetts em razão das fortes suspeitas de que na verdade ela seja uma anã.
É inegável que eu não posso colocar a culpa nos fatos. Todos os dias somos premiados por situações ou notícias que inspirariam escritores mais talentosos.
Um dia desses, por exemplo, estava vendo TV e fui surpreendido por uma propaganda, estrelada por uma linda modelo, na qual anunciavam um desodorante que dura 48 horas. Imaginar a bizarra razão pela qual aquela sensual modelo compraria um desodorante que a permitisse ficar dois dias sem tomar banho, cheira a um bom texto.
A culpa, portanto, é sempre do autor. Nunca dos fatos, nunca da inspiração.

5 comentários:

  1. A tal modelo era francesa? Hum.

    Brincadeira. Eu amo a França. Digo, gosto. Gosto das Francesas. E esse é o ano da França no Brasil.

    Ok.

    Realmente eu gosto das francesas.

    [...]

    Realmente. Um autor faz do palito de dentes, uma vara. Lá ele, é claro.

    Abração, meu filho!!!

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  2. uahauhuahuahuahu
    man seu texto é ótimo, mas o comentário de paulão diz tudo!!
    tira a vara da cabeça, rapaz!!

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  3. Velho... Paulão seus comentários são foda! Me surgiu uma dúvida que na verdade acho que você pode responder. Depois que você transforma o palito de dentes em vara, você continua palitando os dentes com o novo... instrumento?? Lá ele 300 vezes!!
    Dudare, se a vara que Paulão está falando surgiu de um palito de dentes, acho que a frase seria: "Tira a vara da boca, rapaz!"

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  4. Galera... veja como uma conclusão leva a outra.
    Se é possível transformar palito de dentes em vara, pode-se dizer que facilmente se encontrará dentes em vaginas. Pra que não restem controvérsias, melhor usar a escova e o fio-dental.

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  5. Pois é... e por causa de Paulão, um texto inocente se transmuta num cine privê das palavras. Brincadeira Paulão. Você é o único inocente, o inferno são os outros. Abraço.

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