Nascemos chorando o choro sincero de quem se despede do conforto do útero. Crescemos nos despedindo da saudável ignorância infantil. Cada descoberta é uma despedida. Nos despedimos do “não saber”, embora muitas vezes fosse bem melhor que tivéssemos continuado mais um tempo em sua companhia.
Em algum momento não devidamente guardado na memória, nos despedimos da infância em rumo à conflituosa adolescência. Lá, nos despedimos muito. Das espinhas; da barba rala; do fígado virgem; da virgindade; das camisas autografadas ao final de cada ano; dos amigos que autografaram as camisas e os momentos; da falta de culpa e principalmente da falta de preocupações.
Em momento algum encaramos essas passagens com a tristeza e o peso do que se convencionou chamar por despedida. Nos despedimos com a alegria de quem intuitivamente sabe que a única coisa que nunca deixamos para trás é o que está por vir. Viver é despedida. Viva! Se despeça do fim de tarde. Amanhã é dia de mais uma vez conhecer o novo. Até que a vida se despeça do corpo, aproveite.
terça-feira, 21 de julho de 2009
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Sensacional.
ResponderExcluirTem certeza que você não tá aviadando?
ResponderExcluirVocê é um insensível! :(
ResponderExcluirTem certeza que você não tá aviadando? [2]
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